Ê Bahia!

A maior parte de minhas ações não se adorna de intuito específico. Não me perguntem por que aqui escrevo. Faço o que preciso, enquanto preciso e eis o mistério da fé! Acontece que a empreitada cresceu e agora altas pessoas acessam minhas caraminholas. Estabeleceu-se um público (eu digo é valha!). Conhecendo e admirando boa parte dos leitores, os elogios (ainda não hove quem esculhambasse) me encorajam a prosseguir expondo certas circunstâncias. Quem não dá o maior valor a agradar? Não destôo em nada do resto do Planeta. O engraçado é que a brincadeira ficou séria. Passa-se um tempo sem atualizações e me vem o inusitado: protestos! Nas três últimas semanas, a vida aferventou. Encabeçamos uma Semana de Arte na Faculdade, viajei pra Salvador e, na seqüência, pra Natal. Topando com singulares realidades, me bateu até uma angústia engraçada: uma cena peculiar, um cidadão invocado, uma condição mais gaiata e... Poxa, isso rendia um texto... Aí não dava, aí já era algo ainda mais digno de nota. De devaneio artístico em encantamento turístico, afligia-me a impossibilidade de compartilhar os detalhes do novo. Como não há meios de parar o Mundo, escrever e dar o play outra vez, de todo o tanto que desejo contar, elejo o produto. Variando um pouco, conto de mim, único tema sobre o qual discorro com relativa autoridade. Recarregada, ando praticando as espertas palavras de Mário Quintana: saindo de casa como se abertos estivessem todos os caminhos do Mundo. Enquanto dou fé de novas trilhas e planejo somente manter a estratégia, a vida resolve me tratar bem. Na seqüência, me trará pancadas? Não sei. Quero mais é em seu colo deitar e dela receber afagos, surpresas e mimos... Ê Bahia, neguinha-mainha, cê me estragou!