Minhas sinceras desculpas

Tomei emprestado o título do espetáculo do humorista Eduardo Sterblitch, mas esta postagem poderia muito bem se chamar mecanismo de defesa ou mesmo desculpa esfarrapada. Minhas sinceras desculpas, agora também pelo plágio, me parece, no entanto, o título mais adequado. Em uma mensagem muito cortês e bem escrita, como todas as de sua autoria, tio Fernando, de quem por sinal herdei a afinidade com as artes plásticas, me apontou dois erros em meu último texto. Engoli o "n" de uma palavra e soltei um "i" onde não devia. Ops... Acontece! A pessoa de algum juízo não se mete a publicar um texto. Ainda mais uma em cuja cabeça as línguas dançam um dissonante samba do crioulo doido. A flexibilidade que o sarapatel linguístico confere ao idioma materno vem ao custo de um patente embotamento técnico. Tio Fernando, magnânimo em sua avaliação, atribuiu meus descuidos a erros de digitação. Não conheço a natureza das mancadas; segura estou é dos equívocos presentes em muitos dos textos deste blog. É preciso alguma distância temporal (e sentimental) do que se faz para identificar os próprios erros. É pena que eu, temerosa de arrancar os poucos cabelos no alto da cabeça em um ataque de frustração, evite a sóbria releitura das antigas postagens. Tanto que o professor Myrson Lima avisou: "mostre somente o que você sabe..." Que o mestre da redação não me flagre a me valer de ofensas à nossa bela língua para discorrer sobre a vida, da qual entendo tão pouco! De Português certamente, mas da vida alguém manja? Creio que não, ou não teríamos, além da morte, apenas o erro como certo. Já que nos metemos a generalizar: entre os que erram e os que nada fazem, quais os mais equivocados? Errando, expondo-se ao ridículo, quem não aprende fica, pelo menos, mais tolerante. O meucérebronarede é um livro de rascunhos que reabri ao público para dar sequência a um ambicioso projeto de reciclagem: entra pensamento corriqueiro, sai entretenimento. Eu me divirto em escrever e vocês... Escrever dá trabalho e, como todo trabalho, há de servir, de algum modo, aos demais. Evidente que não conto nada realmente digno de nota. O que toda a gente precisa saber está grafado em nosso dia a dia, nO Essencial do Português, nos livros do Eric Hobsbawn, na Bíblia... Há muita boa literatura por aí. A pessoa vir aqui ler o que redijo é muita consideração para com uma escritora das horas vagas. Já sei: compadecendo-se da minha luta para me fazer entender, vocês exercitam a... Compaixão? Minhas sinceras desculpas por todos os erros, todas as afirmações mal colocadas. Quando encontrarem, de bobeira, falhas no que escrevo, por favor, me avisem. Agir assim é me dar a oportunidade de fazer as devidas retificações. O e-mail para libertar o Português das garras do meu vandalismo literário? lia_sanders[at]hotmail.com